Quem, desde há uns vinte anos até hoje, compara a prática dos cordofones no antigamente com os dias de hoje, pode certamente notar uma evolução da forma como pensamos cada instrumento. Se, outrora, o braguinha era tocado em momentos festivos de convívio popular e havia um salto qualitativo graças aos tangedores das mais altas classes, com composições mais eruditas e execuções mais rigorosas, hoje em dia quase será comummente aceite que esta separação de classes ou de níveis de execução nunca estiveram tão próximos. O braguinha é um grande embaixador da música madeirense e é tocado por um grande número de executantes, desde as escolas até aos mais nobres palcos, por tangedores mais bem preparados.
Enquanto grande embaixador, pensou-se em inverter, um pouco, o papel de instrumento “visitado” para investir num papel mais audaz, tornando-o em “viajante”, por forma a conhecer novas culturas e técnicas, novas influências – umas familiares, outras nem tanto – à postura que é conhecida do braguinha.
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